Rede dos Conselhos de Medicina
Selecione o Conselho que deseja acessar:
CORREDORES DO HWG SÃO LOTADOS POR MACAS - Leia mais notícias no Clipping Cremern 27/10/2010
TRIBUNA DO NORTE CORREDORES DO HWG SÃO LOTADOS POR MACAS A superlotação do Hospital Walfredo Gurgel já não é novidade. Apesar disso, é impossível não se comover com dezenas de pacientes amontoados nos corredores do maior hospital do estado. Na tarde de ontem, 47 pessoas estavam nessa situação. Algumas com fraturas simples, outros casos mais graves à espera de cirurgia. O problema persiste mesmo depois da transferência de pacientes para o recém-inaugurado Hospital Dr. Ruy Pereira. Com as macas nos dois lados da ala, o espaço fica e limitado para os acompanhantes, mas, principalmente para os médicos e enfermeiros que não param de se movimentar, já que a todo momento chegam novos enfermos. Vanessa Régia da Silva, 18 anos, faz parte dessa estatística. Internada desde o último domingo, quando sofreu um acidente de moto em Jaçanã, a jovem está na primeira maca da fila do corredor da emergência. Ao lado dela, estão outras cinco macas. Segundo a mãe de Wanessa, ontem estava tranquilo. “Na segunda-feira estava pior. Quase não tinha espaço para gente andar pelos corredores. Minha tia foi levá-la ao banheiro e quando voltou, o lugar dela já estava ocupado por outra maca”, disse Maria Ivânia Silva. Outra reclamação diz respeito as condições do banheiro do HWG. Segundo relatos, homens e mulheres – independente de serem pacientes ou acompanhantes – utilizam o mesmo espaço. “Ontem quando fui ao banheiro um senhor estava tomando banho. Aí tive que esperá-lo terminar para poder entrar. Sem contar com a sujeira que é”, disse a acompanhante de um paciente. No corredor da urgência a situação é ainda pior. A reportagem de TRIBUNA DO NORTE contou cerca de 40 pacientes. A dona de casa Maria de Lourdes Trajano também tem passado maus bocados no HWG. Há 10 dias o sobrinho dela está internado em uma maca no corredor. “Tem uns médicos e enfermeiros que atendem muito bem, mas outros não estão nem aí para os pacientes. Queriam dar alta ao meu sobrinho mesmo ele sentindo dores fortes na cabeça. A mãe dele disse que não ia sair de lá até que outro médico examinasse o menino. Ela acabou conseguindo. Fizeram o exame e descobriram que tinha um coágulo e deixaram ele internado”, falou Maria de Lourdes. A assessoria de imprensa do Walfredo Gurgel confirmou o número de pacientes (47) nos corredores. Com relação a transferência de 18 médicos para o HWG, apenas três se apresentaram. No último dia 19, em entrevista à TN o coordenador de Planejamento da Sesap, José Renato, informou que foram seis médicos. Mas a assessoria de imprensa do hospital corrigiu a informação. Hospital Ruy Pereira já tem 40 pacientes internados O Hospital Estadual Dr. Ruy Pereira (antigo Itorn) está com 40 pacientes internados, a maioria deles com problemas relacionados a diabetes. Dos 100 leitos disponíveis, o hospital tem 56 ativos. A expectativa da direção é que até novembro esse número seja ampliado para 84. “Nós estamos em fase de adaptação. Num primeiro momento recebemos pacientes do Hospital João Machado, agora temos 16 vagas disponíveis para o Walfredo Gurgel que vai nos mandar os pacientes da clínica médica e vascular. E em novembro estará concluída a reforma do 3º piso, o que ampliará para 84 o número de leitos ativos”, disse a diretora do hospital, Valmira Guedes. Ainda segundo ela, a unidade possui médico suficiente para cobrir o plantão de 24 horas e prestar assistência aos pacientes internados. São 11 médicos prescritores de 20h e 10, também de 20h, para o plantão. A maioria desses profissionais já faz parte do quadro do Estado, eles foram remanejados de outras unidades como João Machado e Walfredo Gurgel. Os aprovados do último concurso da saúde também foram convocados para o Hospital Ruy Pereira. “Nosso objetivo é dar resolutividade aos casos que recebemos e estamos conseguindo”, disse Valmira. HIGIENE REDUZ INCIDÊNCIA DE BACTÉRIAS Apesar da complexidade estrutural da bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase, a KPC, Rosângela Morais, infectologista, afirma que não há motivos para maiores preocupações. A bactéria atinge pacientes que estão internados há algum tempo em unidades de terapia intensiva, idosos que fazem uso incorreto de antibióticos e jovens com um histórico de doenças graves. A médica aponta que medidas simples de higienização de ambientes e esterilização de equipamentos médicos, reduzem o número de micro-organismos causadores de infecções. A bactéria KPC foi identificada nos Estados Unidos em 2006 e está restrita aos ambientes hospitalares e, em alguns casos, a residências nas quais há pacientes em tratamento especial (home care). “O problema da bactéria não se restringe apenas aos hospitais. Pode ocorrer também em pacientes que estejam em tratamento domiciliar. Porém, não há motivos para uma preocupação demasiada”, afirma Rosângela. O fator que determina a presença das bactérias resistente, segundo a médica, é o uso indiscriminado de antibióticos. Ela explica que a ação dos antibióticos é como uma via de mão-dupla. Enquanto o medicamento age matando as bactérias causadoras de determinada infecção, outros microorganismos se tornam imunes ao medicamento, ficando cada vez mais fortes e agindo de uma forma diferenciada. O medicamento só cumprirá seu papel se for utilizado na medida e no tempo corretos. Do contrário, haverá uma espécie de drible das bactérias na medicação utilizada pelo paciente. Consequentemente, sem sentir os resultados, as doses de medicação ministradas serão cada vez maiores. “As pessoas utilizam-se de antibióticos para tratar doenças virais, o que é errado. O uso indevido desse tipo de medicamento, por um longo período, pode gerar doenças complicadas”, comenta a infectologista. Um dos resultados da proliferação das bactérias no organismo humano é a septicemia, que consiste numa infecção generalizada causada por bactérias, como ocorreu com a modelo capixaba Mariana Bridi que faleceu em decorrência de choque séptico no início de 2009. De difícil compreensão, por se tratar de uma bactéria relativamente nova, as informações repassadas à população são contraditórias, em alguns casos. A incidência dessa bactéria, especificamente, se restringe aos ambientes nos quais pacientes estão em tratamento, hospitais, clínicas ou residências. Os pacientes mais suscetíveis são aqueles em estado grave, internados em UTI´s há muito tempo e debilitados imunologicamente. “A chamada superbactéria não oferece riscos para as pessoas sadias”, confirma a Dra. Rosângela. Portaria regula venda de antibióticos nas farmácias A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje uma nova portaria que regula venda de antibióticos. Os medicamentos só poderão ser vendidos com a receita prescrita pelo médico e a retenção da mesma pela farmácia, como já acontece com os remédios controlados de tarja preta, onde os pacientes recebem duas vias da receita e uma fica com os estabelecimentos, que deverão se adequar às novas normas em até 30 dias. As medidas foram aprovadas depois de uma reunião realizada pela Anvisa, em Brasília, na semana passada, junto com microbiologistas e infectologistas de todo o país que discutiram os recentes casos de infecção provocados pela Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC). Medicamentos como Amoxilina, Azitromicina, Cefalexina, Sulfametoxazol + Trimetoprima e Sulfadiazina agora terão que ser obtidos através de receita médica que ficará na farmácia. Para o presidente da Sociedade de Infectologia do Rio Grande do Norte, Ênio Godeiro, a fiscalização deverá ser feita não só devido ao surto desta bactéria, que já matou 18 pessoas em Brasília, mas para diminuir os riscos de novos surtos como esse. “Temos que ter a política de controle de prescrição de antibióticos e um controle rígido da saída de remédios dos hospitais”, alerta. Outra medida adotada pela Anvisa, e publicada ontem, 26, no Diário Oficial da União, obriga o uso de álcool gel em todos os serviços de saúde do país para garantir a higienização antisséptica das mãos dos profissionais da área. As instituições têm 60 dias para se adaptar à nova regra. Para Ênio Godeiro, a KPC é uma bactéria inteligente capaz de produzir substâncias que neutralizam ações de antibióticos. Ainda de acordo com Ênio Godeiro, as novas medidas adotadas pela Anvisa já eram reivindicadas pela Sociedade Brasileira de Infectologia e é um grande avanço para facilitar o controle de medicamentos dados a pacientes. “Ano passado fizemos uma campanha para que a venda desse tipo de medicamento fosse através de receita médica”, explica. A farmacêutica Mariana Jácome também aprova a nova medida. “Com relação ao controle de antibióticos e a automedicação é bom, mas acredito que os médicos ainda irão prescrever esse tipo de medicamento de forma facilitada. Acredito também que com essa nova bactéria voltaremos a vender mais álcool em gel”. Para o vice-presidente e chefe de fiscalização do Conselho Regional de Farmácia, Jairo Sotero, deve-se ter a preocupação com outros casos parecidos como o da bactéria KPC. Bate-papo Rosângela Morais » infectologista O que levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibir a venda de antibióticos sem receita médica? Essa é uma medida que os profissionais infectologistas consideram até tardia. O controle de antimicrobianos (antibióticos) sempre foi anunciado como uma das grandes estratégias para evitar a emergência de patogeno-resistentes (bactérias). A gente sabe que mesmo quando você usa de forma adequada isso já vai acontecer. E se você usa de uma forma incorreta, a situação piora. Existe mais gente tomando antibióticos fora do que dentro dos hospitais. São as pessoas que estão tomando remédio sem controle, que nem sempre haveria necessidade. Então, isso é o que acontece, de fato, com a utilização antimicrobiana. É uma medicação que desde que foi fabricada, ela deveria sair dos laboratórios com avaliação médica, com controle em relação à prescrição. Isso nunca aconteceu. Desde 1999 que a OMS fez um apelo internacional para se fazer campanhas de conscientização e cobra rigor na prescrição dos antibióticos. A mídia batizou a bactéria KPC de super bactéria, sabiamente, e, de fato, as pessoas começam agora a entender seu funcionamento. A proibição da venda de antibióticos sem prescrição médica reduz o índice de incidência da KPC? É possível que a gente consiga, com uma utilização mais racional, frear essa situação que está desenfreada hoje. A KPC é um dos mecanismos que algumas bactérias utilizam para se livrar dos antibióticos, mas existem muitos outros. A medida da Anvisa é, de fato, correta? Corretíssima. Lamento que só tenha acontecido agora. Do jeito que está, não dá para continuar. E isso extrapola os limites das instituições hospitalares. A população deve ser consciente do uso indiscriminado de antibióticos que pode resultar numa infecção por KPC. Além da medida da Agência, quais são as outras medidas que podem ser adotadas ? A utilização de antissépticos, higienização anterior e posterior ao contato com pacientes, limpeza dos aparelhos médicos, são de suma importância. O álcool consegue matar as bactérias e deve ser usado. Em Natal, há algum caso confirmado de KPC? Não temos como confirmar porque em Natal não há um laboratório de biologia molecular. UFRN CONSCIENTIZA SOBRE AVC O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a maior causa de morte no Brasil, segundo o Programa de Diagnóstico e Intervenção das Alterações do Sono, Cognitivas e Funcionais no Acidente Vascular Cerebral, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para ajudar a diminuir os casos em Natal, o grupo estará em estandes no Norte Shopping e no Praia Shopping na próxima sexta-feira, 29, das 10h às 22h, entregando cartilhas e fazendo abordagens educativas para divulgar o assunto, com o objetivo de conscientizar a população acerca da prevenção e causas do AVC, mais conhecido popularmente como derrame cerebral. O grupo, que é composto por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e biólogos, fará a mobilização durante a Semana da Conscientização do Acidente Vascular Cerebral, que acontece em todo o Brasil. Segundo o fisioterapeuta André Pantoja, o AVC é a maior causa de morte em toda a América Latina. “Queremos fazer no Rio Grande do Norte o mesmo que estão fazendo no Rio de Janeiro e em São Paulo, que é a conscientização e divulgação da doença para a população”, diz. Para a psicóloga e integrante do grupo, Ana Amália Touros, há fatores que facilitam o AVC. “Os chamados fatores de risco são a hipertensão, doenças cardíacas e a diabetes, como também o fumo, álcool, obesidade e o estresse”. De acordo com Ana Amália, de dezembro de 2008 a dezembro de 2009, o grupo realizou um estudo epidemiológico no Hospital Walfredo Gurgel (HWG). O estudo analisou pacientes que tiveram o primeiro AVC, contabilizando quase 300 casos. “Isso sem a gente contar pacientes que tiveram AVC mais de uma vez. Por semana, em média, são uns dez casos, independente de ser o primeiro ou não para o paciente. Mas aqui no estado, ainda não temos um estudo que contabiliza o número de casos com precisão”. O fisioterapeuta André Pantoja explica ainda que o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) recebe pacientes que tenham tido AVC com até três meses passados e orienta que procurem o HUOL. “Quem deseja atendimento deve procurar o Núcleo de Reabilitação do AVC, aqui no Onofre Lopes. Caso a pessoa já tenha tido AVC há mais de três meses, nós encaminhamos a outros grupos. O importante é ninguém ficar sem cuidado, porque é um direito do paciente”, diz. Formado em 2008, o Programa conta hoje com 20 professores, alunos da graduação e pós-graduação, que pesquisam novas formas de diagnósticos e de tratamento ao paciente. Para Eliane de Araújo, filha de seu Lino Araújo, 66, que teve AVC em 2 de outubro, a família fica com muitas dúvidas em relação ao que acontece com a pessoa que tem AVC. “Fiquei muito curiosa para conhecer a doença. Depois que meu pai teve AVC tenho muitas dúvidas que acabo tirando com a fisioterapeuta que cuida dele. Já consigo ver melhoras no dia-a-dia do meu pai. Ele já começa a comer sozinho, por exemplo”. Prevenção Segundo Ana Amália, prevenir ainda é o melhor remédio para a diminuição de número de casos. “A pessoa deve, principalmente, se alimentar bem, e fazer atividade física, pois o sedentarismo está aumentando entre a população e o AVC está acometendo pessoas cada vez mais novas, como um rapaz de 17 anos que estava no Walfredo”, afirma. Além da boa alimentação e atividade física, a cartilha, que será entrega à população, sugere que as pessoas prefiram as frutas, verduras e cereais, evitando excesso de sal, gordura, açúcar e produtos industrializados, além de ir ao médico regularmente e evitar o estresse. DIÁRIO DE NATAL LEUCEMIA // STJ QUEBRA PATENTE Os portadores de leucemia tiveram uma boa notícia do Superior Tribunal de Justiça: a patente do medicamento Glivec vencerá em 3 de abril de 2012, conforme havia estabelecido o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Os direitos da patente pertencem ao Laboratório Novartis, que detém a exploração exclusiva de derivados da pirimidina, substância utilizada para a preparação do Glivec. O recurso impetrado pelo Inpi no STJ questionava o termo inicial do prazo de vigência da patente, que havia sido fixado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) para 25 de março de 2013, após ação da empresa detentora da patente na Justiça Federal. O MOSSOROENSE MINISTÉRIO PÚBLICO RECOMENDA A CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS ESPECIALISTAS PARA O HOSPITAL REGIONAL TARCÍSIO MAIA A quantidade insuficiente de médicos, sobretudo no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), referência em urgência e emergência na região, motivou a interferência do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). No último dia 23 de outubro, o órgão publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) uma recomendação para que as secretarias de Administração e de Saúde Pública do Estado convoquem em caráter "imediato" os médicos especialistas da região Oeste aprovados no último concurso. Segundo o documento, os especialistas em pediatria, anestesiologia e ortopedia devem ser lotados no HRTM. Atualmente, o hospital funciona com 6, 8 e 6 médicos dessas especialidades, respectivamente. "O ideal seria pelo menos o dobro desta quantidade", explica o diretor da unidade, Marcelo Duarte. Ainda de acordo com ele, a resposta do MP veio de uma reivindicação do próprio hospital. "A dificuldade é muito grande no hospital. Nós tornamos a unidade mais atrativa para que os médicos se interessassem em participar do concurso. Deu certo, agora só queremos que eles sejam lotados no hospital", completa. A recomendação expedida pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró prevê a melhoria do atendimento no local, sanando a "grave deficiência de pessoal ainda existente". Segundo o MP, a quantidade reduzida de profissionais impossibilita o preenchimento das escalas de plantão. "Para conseguirmos completar a escala, solicitamos um convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Mossoró", explica Marcelo. Segundo ele, o governo estadual repassa para a Prefeitura os recursos para o pagamento dos médicos que já dão plantão no hospital. "Como esses médicos já são funcionários do Estado, eles não poderiam receber esse valor diretamente. Então a Prefeitura se torna apenas a fonte pagadora", diz o diretor. O sistema utilizado pelo hospital através do convênio foi considerado pelo MP de "absolutamente precário". Segundo o órgão, o sistema não oferece aos profissionais "qualquer garantia legal ou mesmo de ordem prática da continuidade na manutenção de tais escalas médicas". Em relação aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o MP declarou ainda que "a desassistência à saúde é infinitamente mais gravosa do que a (pseudo) violação à Lei de Responsabilidade Fiscal". A redução dos gastos com as funções de confiança é uma das alternativas para que o governo consiga contratar os médicos. De acordo com a recomendação, o governo deverá convocar 5 pediatras, 7 anestesiologistas e 8 ortopedistas para o HRTM, além de outros dois pediatras para o Hospital Rafael Fernandes. O governo precisa enviar em um prazo de até 10 dias uma resposta escrita sobre as medidas legais que irá tomar. Segundo Marcelo, o Estado tem 30 dias para convocar os candidatos. "Sabemos que o governo tem interesse total em convocar, senão não teriam realizado o concurso. Porém, a ação faz com que os trâmites burocráticos sejam rapidamente sanados", diz Marcelo. Ele acredita que até o final deste ano os novos profissionais deverão dar suporte ao atendimento no hospital. LIGA REALIZARÁ I JORNADA DE ONCOLOGIA DO SERIDÓ Discutir e atualizar os profissionais e estudantes da área de saúde na área de oncologia. Esse é o objetivo da I Jornada de Oncologia do Seridó, que acontece dia 26 de novembro, no Centro Cultural Adjuto Dias, em Caicó. A jornada será aberta às 8h pelo superintendente da Liga Contra o Câncer, Roberto Sales. Ao longo da manhã acontecerão palestras sobre a rede de assistência oncológica e o papel da Liga, acerca da formação dos profissionais especializados em oncologia no Estado. Uma mesa-redonda em torno das modalidades de tratamento em oncologia, e uma palestra sobre os cuidados com quem é cuidador encerra o período matutino do evento. Em seguida, à tarde, acontecerão mesas-redondas que irão tratar a respeito da prevenção do câncer, os direitos do paciente oncológico, espaço para debates e discussões sobre a humanização e do voluntariado na Liga. As inscrições podem ser realizadas através do site www.jornadadaliga.com.br/. Até o dia 26 de outubro, a inscrição custa 30 reais para estudantes e 60 reais para profissionais. No dia do evento, o valor vai para 40 reais para estudantes e 80 reais para nível superior. O contato para informações e inscrições é no Departamento de Ensino, Pesquisa e Educação Comunitária (Depecom) da Liga, através do telefone 4009-5567 / 5500, ou pelo e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . GAZETA DO OESTE EDUCAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O DIAGNÓSTICO PRECOCE É UNANIMIDADE NA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O CÂNCER DE MAMA Realizada na manhã de ontem, dia 26, a audiência pública sobre o câncer de mama trouxe números relevantes sobre esta doença não só no RN, mas em todo o Brasil e no mundo. Dados preocupantes demonstram o crescimento deste tipo de câncer. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente agora em 2010 são esperados 50 mil novos casos no país, 540 casos só no RN e mais de um milhão em todo o mundo. A falta de informação da população e a não-realização do diagnóstico precoce que favorece as chances de cura deste tipo de câncer são fatores que agravam e aumentam as estatísticas negativas desta doença que, infelizmente, não tem como ser prevenida. Os homens também são alvo deste tipo de câncer, a cada 100 casos em mulheres, um homem é diagnosticado com câncer de mama. Além da não conscientização da importância do auto-exame e da mamografia, outro aspecto é preocupante: a má qualidade das mamografias realizadas. Para o Inca, 77% das mamografias são rejeitadas em todo o país, por diversos motivos, como o uso incorreto do mamógrafo, má qualidade da imagem, ou até mesmo a falta de profissional qualificado. Para o deputado Antônio Jácome, idealizador da audiência, a falta da qualidade na mamografia não só atrasa, mas submete o paciente a procedimentos desnecessários, como, por exemplo, as pulsões. Além deste fator, os pacientes ainda enfrentam a burocracia para realizar este exame e a demora para receber o resultado - fatores que atrasam ainda mais o diagnóstico. "Na minha visão, um procedimento como a mamografia, que deve ser realizado anualmente após os 40 anos, deve ser agilizada a sua realização sem precisar de requisição médica", disse Jácome. "A população que necessita de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde do município de Natal esperam meses para realizar este exame, pois necessitam da requisição de algum médico que atenda em postos de saúde e é raro encontrá-los por lá," completa o deputado. A audiência contou com a presença de diversos órgãos ligados à saúde. Representantes da secretária estadual e municipal de Saúde, Sociedade Brasileira de Mastologia no RN, Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer, Movimento Outubro Rosa, Grupo Despertar Solidariedade, Rede Feminina contra o Câncer, entre outros, contribuíram neste debate que teve o intuito de favorecer o cidadão potiguar. CORREIO DA TARDE HOSPITAL PROMOVE SEMANA DO SERVIDOR De 26 a 28 de outubro o Hospital Estadual Dr. João Machado promove a 2ª Semana do Servidor e a 3ª Semana da Saúde, com atividades voltadas para o público interno e externo. A programação começa amanhã, 26, com uma caminhada no Parque das Dunas, às 8h, seguida de um café da manhã no jardim do hospital. À tarde, a partir das 14h, acontece uma conferência sobre Tabagismo, aberta ao público. Para Maria Gorete Medeiros, terapeuta ocupacional do hospital João Machado, o objetivo do evento é "conscientizar os servidores de que a saúde está nas coisas simples; nos cuidados com a alimentação, postura e coisas básicas do dia-a-dia", explica. Na quarta-feira, 27, estão programadas diversas oficinas com os temas: beleza, memória, terapia assistida por animais, suplemento alimentar, psicomotricidade e cuidados com orquídeas e cactos. As equipes de enfermagem, nutrição, laboratório e do Núcleo de Assistência a Saúde do Trabalhador (NAST) farão testes de glicemia, classificação sanguínea, pressão arterial e escala de Fagniston, que avalia o grau de dependência do tabagismo. O evento será encerrado no dia 28, dia do servidor público, às 9h, com uma conferência aberta ao público sobre depressão, ministrada pelo parapsicólogo mineiro Juarez Farias. Às 11h30 está prevista uma ginástica laboral e ao meio-dia, uma feijoada para os funcionários. RESOLUÇÃO DA ANVISA TORNA OBRIGATÓRIO O USO DE ÁLCOOL EM GEL NAS UNIDADES DE SAÚDE Foi publicada hoje (26) pela manhã, no Diário Oficial da União, a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool gel para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o país. A medida é considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela super-bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir de hoje, para o cumprimento. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos com água e sabão. A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios. Vai valer também para os serviços de atendimento móvel e nos locais onde forem realizados quaisquer procedimentos evasivos. Os hospitais do Rio Grande do Norte, assim como, grande parte das unidades hospitalares de todo o país, já vinha utilizando o produto muito antes da determinação obrigatória da Anvisa. "É estritamente necessário que soluções alcoólicas sejam utilizadas antes de qualquer procedimento; em vacinações, antes e depois do contato com pacientes, antes e depois da remoção das luvas. Isso é nosso dever", disse a enfermeira do Hospital Walfredo Gurgel, Maria Fernandes Macedo. "O problema é que nem todos os profissionais têm essa consciência. O uso do álcool evita quase 85% das infecções hospitalares. Acompanhantes e visitantes do hospital também passam pela sala de higienização", explica a enfermeira. "As mãos precisam estar lavadas também, com água e sabão; o uso do álcool não dispensa a lavagem", completou Maria Fernandes. A Anvisa aprovou também, na última sexta-feira (22), uma norma para estimular a higienização de profissionais de saúde e evitar novos casos da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) e de outros microorganismos resistentes a antibióticos. Pela norma, o uso do álcool gel será obrigatório nos hospitais e nas clínicas públicas e particulares. Os estabelecimentos terão 60 dias para cumprir a norma a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A venda de antibióticos em drogarias terá o mesmo tratamento dos medicamentos de tarja preta, ou seja, terão a receita retida. A medida busca evitar a venda indiscriminada desses medicamentos. Os estabelecimentos terão um prazo de 30 dias para se adequarem à norma. Medidas preventivas A super-bactéria KPC é resistente a antibióticos. Ela surgiu em 2000, nos Estados Unidos, e hoje é uma preocupação mundial. No Brasil, esse micro-organismo está presente tanto em hospitais públicos como privados, em vários estados. O Rio Grande do Norte ainda não apresentou casos, e todas as medidas necessárias de higienização estão sendo praticadas. Em outra resolução, a Anvisa determinou que as vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil em 2011 só deverão ser produzidas e comercializadas se estiverem dentro das determinações previstas. "É vedada à utilização de quaisquer outras cepas de vírus em vacina influenza no Brasil, sendo que as atualmente comercializadas ou fabricadas fora destas determinações deverão ser retiradas do mercado até 31 de janeiro do próximo ano", afirma a resolução. As vacinas deverão conter três tipos de cepas de vírus, definidas na resolução. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner

© PORTAL MÉDICO 2010 - o site do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte -Todos os direitos reservados
Av. Rio Branco, 398 – Cidade Alta - CEP 59.025-001 Natal/RN Fones: (084) 4006-5333, 4006-5309, 4006-5314, Fax (084) 4006-5308
e-mail: atendimento@cremern.org.br CNPJ: 24.517.609/0001-09